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Estudantes da Universidade Anhembi Morumbi buscam soluções sustentáveis para construção civil
Estrutura de casa com 52,8 m², feita com painéis de bambu, garrafa pet e argamassa, custaria cerca de R$ 5 mil.
Estudantes da Universidade Anhembi Morumbi buscam soluções sustentáveis para construção civil
Foto: Divulgação
O desenvolvimento de infraestrutura de qualidade, sustentável, resiliente e com preço acessível para todos é um desafio apresentado pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentáveis (ODS). No Brasil já existem acadêmicos trabalhando e testando novas soluções. Esse é o caso de duas estudantes de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi, integrante da rede internacional de universidades Laureate, que construíram neste ano painéis para a construção de casas, utilizando garrafas pet recicladas, argamassa e bambus.

O desenvolvimento da solução levou nove meses e teve como inspiração os estudos do Doutor em Engenharia Mecânica, Fabiano Ostapiv. O intuito do projeto é viabilizar uma forma mais econômica e sustentável para a construção de casas populares.

Segundo a pesquisa das futuras engenheiras civis, Karla Reis Leal Larsen e Kelly Cristina Alves de Souza, o custo para montar a estrutura de uma casa popular de 52,8 m² seria de aproximadamente R$ 5.000,00, valor estimado para 595 painéis com dimensões de 70 cm de altura, 38 cm de largura e 10 cm de espessura.

“Optamos pelo uso do bambu por ser uma planta que, se cortada corretamente, crescerá em pouco tempo novamente. Além disso, por ser naturalmente oco, as câmaras de ar no interior do bambu ajudam a trazer maior conforto térmico para a casa”, afirma a estudante Karla Larsen.

Outro componente essencial para o projeto são as garrafas pets. De acordo com a discente Kelly Souza, esse material é utilizado como braçadeiras para unir os bambus. “Como o consumo do pet é bem alto e o descarte correto ainda é ineficiente, essa matéria prima é abundante e praticamente não apresenta custo”, complementa.

O setor da construção apresenta alto consumo de recursos naturais e gera grandes volumes de resíduos. De acordo com o Conselho Internacional da Construção (CIB), estima-se que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados são provenientes da construção. Sendo assim, o desenvolvimento de tecnologias e processos ambientalmente corretos, que agridem menos a natureza, torna-se cada vez mais urgentes e importantes.

“O empenho das alunas em buscar uma solução sustentável é admirável. Apoiamos esses trabalhos, mas sempre mantendo em mente a tríade: baixo impacto ambiental, viabilidade econômica e, acima de tudo, a qualidade, pois é isso que o mercado irá cobrar dos profissionais no futuro e que a sociedade precisa”, explica a professora orientadora das estudantes, Adriana Trigolo.

Nos testes de compressão e absorção de água os painéis de bambu pré-fabricados demonstraram resistência e absorção de água próximos ao do bloco de construção convencional. Por serem modulares, as placas ainda podem se adaptar a diferentes necessidades e projetos arquitetônicos.

FONTE: Obra 24 horas


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