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Locação de máquinas e equipamentos em ascensão
O aquecimento do mercado da construção civil tem provocado o crescimento de outros setores


Um destes setores beneficiados é o mercado de locação de equipamentos, máquinas e ferramentas, já que muitas das grandes, médias e pequenas obras precisam utilizar o serviço das rentals em algum período, mesmo que seja mínimo, da intervenção estrutural.

O panorama de ascensão tende a desenvolver ainda mais com os incentivos voltados para a construção e as demandas de grandes obras, com destaque para aquelas ligadas à estrutura da Copa do Mundo de Futebol de 2014, que alavancaram a locação de equipamentos como betoneiras, andaimes, escoras, entre outros. Para o presidente do Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas do Estado do Ceará (Sindileq - CE), Roberto Farias, o mercado de locação continua no mesmo patamar atingido em 2010 com tendência de crescimento. “A fase de insegurança no mercado internacional, por conta da crise, sempre leva os investidores a optarem pela locação dos equipamentos, já que o investimento financeiro é bem menor”, explica.

A expectativa de crescimento do setor pode ser encarada como fato quando pensamos nas inúmeras intervenções que obras de grande porte vão inserir no mercado da construção. “Esperamos que a Copa proporcione movimentação para nosso setor e outros - como o do turismo. Grandes obras vão colocar o setor da locação para cima”, diz Roberto Farias. Pensamento como o do presidente do Sindileq - CE traduz uma das principais expectativas de todos que trabalham com locação de equipamentos: que o campeonato mundial de futebol de 2014 amplie as demandas das rentals e confirme a tendência de crescimento.

Em vários setores da economia brasileira a grande demanda por determinado serviço, na maioria das vezes, acarreta a falta de mão de obra qualificada e principais insumos da área. Esse problema não deve ser enfrentado pelas empresas do setor de locação de equipamentos, máquinas e ferramentas. “A maioria das empresas tem suporte financeiro para abastecer o setor, ou seja, não precisando recorrer a outros mercados para suprir a necessidade”, é o que afirma o presidente Roberto Farias.

No que diz respeito à mão de obra ofertada para atender os clientes, de acordo com o vice-presidente do Sindileq - CE, Gerardo Araújo, as empresas visualizam o aperfeiçoamento maior dos profissionais, com cursos e treinamentos realizados por fornecedores de máquinas e equipamentos, seguindo rigorosamente a legislação de segurança ao trabalhador e ao meio ambiente, para melhor atender a demanda. Além da capacitação do pessoal, outras iniciativas devem ser tomadas para qualificar o atendimento e os serviços frente à quantidade de intervenções.

Para Elmano Júnior, gerente comercial e sócio da Maqloc, a tendência do setor de locações é de ascensão, principalmente, por inúmeros projetos urbanísticos precisarem sair do papel para a prática com a aproximação de 2014, ano em que o Brasil receberá a Copa do Mundo de Futebol. “O ano de 2010 foi espetacular. Este ano, tivemos problemas com as paralisações de obras, no primeiro semestre, provocadas pelas chuvas. No entanto, o segundo semestre é sempre melhor”, indica o gerente comercial. Essa é a mesma opinião de Fábio Cavalcante, sócio-administrador da Loquicenter, que trata com otimismo o panorama atual e o futuro do mercado de locações. “O crescimento do nosso mercado em 2010 foi em torno de 10%. E neste ano, as solicitações e cotações apareceram e estão aparecendo em maior quantidade no segundo semestre por conta do período das chuvas. Mesmo com esses problemas o mercado sempre cresce”, afirma Cavalcante. Para Ana Karine Sobral, gerente comercial da Magna Locações, “o mercado de locações está aquecido e muito competitivo em todo o Nordeste. A solução para se sobressair nesse mercado é oferecer sempre um serviço de qualidade”.

Outros fatores impulsionam o negócio das empresas que trabalham com locações de equipamentos e máquinas. As vantagens oferecidas aos clientes que optam pelo aluguel ao invés da compra podem ser apontadas como uma decisão de extrema importância para a movimentação do mercado. Equipamentos modernos e novos - frota renovada de dois em dois anos -, manutenção do equipamento feito pela empresa locadora, ou seja, custo de manutenção zero, não precisar de local para estocagem são alguns dos pontos positivos apontados pelo gerente comercial e sócio da Maqloc. “Alugar vale a pena, nesse momento, pois os equipamentos precisam de manutenção para uma maior vida útil. Os construtores nem sempre tem essa preocupação preventiva. Então, alugando os custos são menores”, explica. Fábio Cavalcante, da Loquicenter, insere outras vantagens como a exclusão da depreciação do bem, preservação do capital de giro e baixo custo de investimentos. De acordo com a gerente comercial da Magna Locações, alugar equipamento traz um baixo impacto financeiro para as construtoras e ainda possibilita colocar o capital numa aplicação prorporcionando uma boa renda.

A ascensão do mercado de locações também tem o lado das preocupações. Devido o grande número de demandas, Cavalcante aponta que o mercado cearense talvez não tenha capacidade de atender a todas as obras. A solução para o possível problema também é proposto pelo sócio-administrador da Loquicenter. Investir mais na aquisição de equipamentos, qualificar a mão-de-obra dos prestadores de serviços em geral e fazer parcerias com empresas de outros estados são algumas estratégias apontadas para atender todas as demandas do mercado da construção civil nos próximos anos.



Diversificação
Algumas empresas, além do ramo de locação, investem também na venda dos equipamentos para atender qualquer que seja a necessidade do cliente. Na Loquicenter, o cliente é orientado se deve alugar ou adquirir determinado equipamento ou máquina. “Se a obra terá um ano de duração, a orientação é para aluguel. Caso ultrapasse isso, é o caso de analisar a possibilidade de compra”, explica Fábio Cavalcante.

O foco do sindicato (Sindileq-CE) traduz a expectativa do trabalho que a entidade exerce e pretende colocar em prática nos próximos anos, quando o setor será impulsionado, ainda mais, pelo avanço da construção civil. “Nossa força está alicerçada na união, com uma entidade forte de interesse múltiplo, voltada a dar melhores condições a todos os associados, sem distinção, e com perspectivas de crescimento e fortalecimento de todos”, diz Gerardo Araújo. Com essa união, a categoria barganha mais êxito diante de uma demanda gigante, garantindo atendimento de qualidade; inovações tecnológicas, no que diz respeito à aquisição de equipamentos e maquinários; e condições de atender às necessidades específicas de cada cliente.

Sobre o Sindileq – CE
Facilitar e tornar mais produtivo o contato com os fornecedores, aproximar os empresários os setor de locações e equipamentos e, por consequência, fortalecer o mercado. Foi com essas motivações que, em março de 2010, foi criado o Sindileq - CE. “O Sindicato funciona com a associação de várias empresas de uma mesma categoria ou entidades que atuam em um mesmo ramo de atividades, tendo como objetivo principal a defesa dos interesses econômicos, profissionais, sociais e políticos da classe”, define o vice-presidente do sindicato, Gerardo Araújo.

O Sindileq - CE, que a cada dia aumenta ainda mais seu grupo de associados, está ligado aos demais sindicatos da mesma categoria de outros estados, formando uma rede de informações intersindical, o que possibilita o fortalecimento da representação no âmbito da esfera federal. Dentre as metas traçadas pela entidade estão o favorecimento dos associados, incluindo a facilitação, como as isenções tributárias, na aquisição de bens para locação; acompanhamento das melhorias da legislação por meio de assessoria jurídica especializada; cursos, treinamentos e palestras com foco na qualificação; entre outras vantagens, como as já alcançadas pelos sindicatos da mesma área espalhados pelo país.

FONTE: Por karlla Gadelha

 

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